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Observatório publica relatório anual de 2017: um balanço da movimentação do emprego formal em Pelotas

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Como parte das ações previstas pelo Acordo de Cooperação Técnica entre o Ministério do Trabalho (MTb) e a Universidade Federal de Pelotas (UFPel), o Observatório Social do Trabalho, projeto de extensão do Instituto de Filosofia, Sociologia e Política da UFPel, está publicando o Relatório 2017 sobre o Mercado de Trabalho de Pelotas. Esse Relatório apresenta os principais indicadores de movimentação do emprego formal celetista no município de Pelotas no ano de 2017, com base no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), do Ministério do Trabalho (MTb). A movimentação é o fluxo de admissões e desligamentos ocorridos mensalmente no mercado de trabalho formal celetista, isto é, regido pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

No link abaixo, acesse a íntegra do Relatório:

O Mercado de Trabalho de Pelotas – Relatório Anual 2017

Além dos indicadores de movimentação total, com a identificação de admissões, desligamentos e saldos de vínculos de emprego no município de Pelotas, o Relatório apresenta também indicadores de movimentação por setor da atividade econômica, por grandes grupos ocupacionais (CBO) e segundo o perfil dos trabalhadores por sexo, faixa etária e grau de instrução. São apresentados, ainda, dados de evolução mensal do estoque de empregos no ano de 2017 e de participação dos setores no estoque total. O Relatório apresenta, finalmente, indicadores referentes à média de remuneração dos vínculos movimentados no ano de 2017, indicando a média geral, bem como por setor, grandes grupos ocupacionais e por perfil dos empregados (sexo, faixa etária e grau de instrução).

É importante sublinhar que os indicadores publicados estão sujeitos a variações devido aos ajustes mensais dos dados decorrentes das declarações realizadas fora do prazo regular.

 

Alguns resultados apresentados pelo Relatório

O Relatório mostra que no ano de 2017, em Pelotas, ocorreram 48.842 movimentações de vínculos de emprego formal celetista, sendo 24.117 admissões e 24.725 desligamentos, o que resultou em um saldo negativo de 608 vínculos.

Desse total anual, 24.497 movimentações ocorreram no 1º semestre, sendo 11.782 admissões e 12.715 desligamentos. No 2º semestre, ocorreram 24.385 movimentações, sendo 12.335 admissões e 12.010 desligamentos. Observa-se uma diferença de comportamento nos saldos de emprego dos dois semestres, o primeiro sendo negativo, com -933 vínculos, e o segundo sendo positivo, com 325 vínculos.

Segundo o Relatório, a variação negativa no saldo do emprego formal durante o ano de 2017 fez com que o estoque total caísse de 62.025 vínculos, em dezembro de 2016, para 61.417, em dezembro de 2017, uma redução de -0,98%.

Em relação à movimentação do emprego nos grandes setores da atividade econômica, o Relatório mostra que o comércio e o setor de serviços apresentaram, em 2017, os saldos positivos mais elevados, com 254 e 142 vínculos, respectivamente. A agropecuária também contou com um saldo positivo, de 46 vínculos. A indústria e a construção civil apresentaram saldos negativos de -876 e -174 vínculos, respectivamente.

Sobre o perfil das movimentações, segundo o sexo, o Relatório mostra que, em 2017, as mulheres, com saldo de -618 vínculos, foram proporcionalmente mais atingidas pelos desligamentos do que os homens que apresentaram um saldo positivo de +10 vínculos. Tal fato permite concluir que a participação feminina no mercado de trabalho formal celetista de Pelotas reduziu-se nesse período.

Analisando-se o perfil da movimentação segundo a faixa etária, observa-se que foram os mais velhos os mais atingidos proporcionalmente pelos desligamentos, uma vez que os saldos negativos estão mais concentrados entre esses trabalhadores, principalmente nas faixas etárias de 50 a 64 anos (-875 vínculos) e de 30 a 49 anos de idade (-764 vínculos). Em 2017, o saldo do emprego dos jovens (18 a 29 anos) e dos menores (até 17 anos) foi positivo, de 905 e 262 vínculos, respectivamente.

Analisando-se as movimentações segundo o grau de instrução, o Relatório mostra que as faixas dos empregados com “ensino médio completo e ensino superior incompleto” e a dos empregados com “ensino superior completo” são as únicas com saldos positivos em 2017, com 329 e 217 vínculos, respectivamente. É possível notar que quanto menor o nível de escolaridade, maior foram os saldos negativos: fundamental completo e médio incompleto, com -247 vínculos, e fundamental incompleto, com -808 vínculos. Tal fato indica que o grau de instrução tem sido um critério relevante para a manutenção e conquista de postos de trabalho.

O rendimento médio dos vínculos movimentados

Conforme o Relatório, o rendimento médio nominal total dos vínculos movimentados, em reais, ao longo de 2017, em Pelotas, é de R$ 1.370,88. O rendimento médio dos admitidos é de R$ 1.307,17 e corresponde a 91,25% do rendimento dos desligados, que é de R$ 1.432,46.

Em 2017, o rendimento médio do total das mulheres, de R$1.299,61, representa 91,1% do rendimento masculino, de R$ 1.426,44. Em ambos os sexos, o rendimento médio dos admitidos é inferior ao dos desligados. Do mesmo modo, os rendimentos médios masculinos são sempre superiores aos femininos.

Analisando-se os rendimentos médios dos vínculos movimentados por faixa etária, o Relatório mostra que as remunerações crescem na medida em que a idade avança. O rendimento médio da faixa até 17 anos, de R$ 694,58, representa apenas 50,07% do rendimento médio total (R$ 1.370,88). Já na faixa de 18 a 29 anos, com rendimento médio total de R$ 1.263,66, esse rendimento corresponde a 92,2% do rendimento

Fotopel

 

Via site Observatório Social do Trabalho

 


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